07/10/2013
O Brasil é o país homenageado desta edição e terá mais de 70 autores no evento, entre convidados pelo Ministério da Cultura e por suas editoras.
Nesta segunda (7), o escritor João Paulo Cuenca divulgou no Facebook um manifesto a ser entregue para autoridades e imprensa na cerimônia de abertura, assinado, até o momento, por 24 nomes, incluindo Ferréz, Paulo Lins, Sérgio Sant'Anna e Luiz Ruffato --que fará a conferência de abertura.
Feira do Livro de Frankfurt
Trabalhador retoca painel nos preparativos para a Feira do Livro de Frankfurt, que será aberta na quarta-feira (9/10) e terá o Brasil como país homenageado
O texto informa que os signatários apoiam a greve de professores no Rio, "como parte da luta pela melhoria da qualidade do ensino público no Brasil", e repudiam a violência policial, pedindo "um amplo debate sobre a atuação da polícia no país".
O manifesto, que espera agregar mais nomes até o final da feira, é uma referência à violência que vem marcando os protestos desde junho no Rio --no dia 1º de outubro, a maior manifestação nos últimos meses, iniciada como um ato de professores, terminou com quase 20 pessoas detidas e outras tantas feridas.
"Venho me manifestando há meses e, no último dia 4, num evento em Colônia [parte da programação da homenagem ao Brasil na Alemanha], propus aos meus colegas o abaixo-assinado. Redigimos Luiz Ruffato, Paulo Lins e eu. Não dá para ficar cego ao que está acontecendo no Brasil", diz Cuenca.
BIOGRAFIAS
Outro assunto que deve ganhar espaço no evento é o debate em torno da obrigatoriedade de autorização prévia de retratados para a publicação de biografias no Brasil.
O assunto voltou à tona depois que, no último sábado (5), a Folha revelou o posicionamento de músicos como Caetano Veloso e Gilberto Gil contra a mudança na legislação atual, que permite a biografados impedir previamente a publicação de uma obra.
No Twitter, o escritor Laurentino Gomes, autor do best-seller "1889" (Globo Livros), disse que tratará do assunto em debate na Feira de Frankfurt, à qual vai a convite de sua editora.
"Nesta quarta, faço apresentação no estande da CBL da Book Fair sobre o sucesso das biografias históricas no Brasil. [...] Defenderei mudança na lei brasileira que dificulta a publicação de biografias isentas. Não às biografias chapa-branca!", escreveu.
O assunto também deve dominar debate com Ruy Castro, um dos maiores críticos aos empecilhos da legislação brasileira para a publicação de biografias, e Fernando Morais, que acontece na sexta.
PAULO COELHO
Na semana passada, o escritor Paulo Coelho anunciou ao jornal alemão "Die Welt" sua desistência de integrar a delegação brasileira em Frankfurt.
Em entrevista, criticou o governo brasileiro, o qual definiu como um "desastre", questionou a seleção de nomes feita pelo Ministério da Cultura.
"[Houve] nepotismo", disse, alegando que a lista tem muitos "amigos dos amigos dos amigos", muitos dos quais ele "duvida" que sejam escritores de fato. Não citou nomes.
Coelho usou como argumento para a desistência o fato de não ter conseguido incluir na lista autores de sua predileção, como Eduardo Spohr e André Vianco, para ele mais relevantes que muitos dos selecionados. Fontes ligadas ao MinC dizem que o autor esperava um tratamento especial por ser o escritor brasileiro mais vendido no mundo.
Até sexta, Coelho dizia que iria à feira apenas para dar duas entrevistas à TV alemã. Se resolver aparecer, como na homenagem ao Brasil em 1994 no mesmo evento, deve roubar a cena.
FONTE;FOLHA
O Brasil é o país homenageado desta edição e terá mais de 70 autores no evento, entre convidados pelo Ministério da Cultura e por suas editoras.
Nesta segunda (7), o escritor João Paulo Cuenca divulgou no Facebook um manifesto a ser entregue para autoridades e imprensa na cerimônia de abertura, assinado, até o momento, por 24 nomes, incluindo Ferréz, Paulo Lins, Sérgio Sant'Anna e Luiz Ruffato --que fará a conferência de abertura.
Feira do Livro de Frankfurt
Trabalhador retoca painel nos preparativos para a Feira do Livro de Frankfurt, que será aberta na quarta-feira (9/10) e terá o Brasil como país homenageado
O texto informa que os signatários apoiam a greve de professores no Rio, "como parte da luta pela melhoria da qualidade do ensino público no Brasil", e repudiam a violência policial, pedindo "um amplo debate sobre a atuação da polícia no país".
O manifesto, que espera agregar mais nomes até o final da feira, é uma referência à violência que vem marcando os protestos desde junho no Rio --no dia 1º de outubro, a maior manifestação nos últimos meses, iniciada como um ato de professores, terminou com quase 20 pessoas detidas e outras tantas feridas.
"Venho me manifestando há meses e, no último dia 4, num evento em Colônia [parte da programação da homenagem ao Brasil na Alemanha], propus aos meus colegas o abaixo-assinado. Redigimos Luiz Ruffato, Paulo Lins e eu. Não dá para ficar cego ao que está acontecendo no Brasil", diz Cuenca.
BIOGRAFIAS
Outro assunto que deve ganhar espaço no evento é o debate em torno da obrigatoriedade de autorização prévia de retratados para a publicação de biografias no Brasil.
O assunto voltou à tona depois que, no último sábado (5), a Folha revelou o posicionamento de músicos como Caetano Veloso e Gilberto Gil contra a mudança na legislação atual, que permite a biografados impedir previamente a publicação de uma obra.
No Twitter, o escritor Laurentino Gomes, autor do best-seller "1889" (Globo Livros), disse que tratará do assunto em debate na Feira de Frankfurt, à qual vai a convite de sua editora.
"Nesta quarta, faço apresentação no estande da CBL da Book Fair sobre o sucesso das biografias históricas no Brasil. [...] Defenderei mudança na lei brasileira que dificulta a publicação de biografias isentas. Não às biografias chapa-branca!", escreveu.
O assunto também deve dominar debate com Ruy Castro, um dos maiores críticos aos empecilhos da legislação brasileira para a publicação de biografias, e Fernando Morais, que acontece na sexta.
PAULO COELHO
Na semana passada, o escritor Paulo Coelho anunciou ao jornal alemão "Die Welt" sua desistência de integrar a delegação brasileira em Frankfurt.
Em entrevista, criticou o governo brasileiro, o qual definiu como um "desastre", questionou a seleção de nomes feita pelo Ministério da Cultura.
"[Houve] nepotismo", disse, alegando que a lista tem muitos "amigos dos amigos dos amigos", muitos dos quais ele "duvida" que sejam escritores de fato. Não citou nomes.
Coelho usou como argumento para a desistência o fato de não ter conseguido incluir na lista autores de sua predileção, como Eduardo Spohr e André Vianco, para ele mais relevantes que muitos dos selecionados. Fontes ligadas ao MinC dizem que o autor esperava um tratamento especial por ser o escritor brasileiro mais vendido no mundo.
Até sexta, Coelho dizia que iria à feira apenas para dar duas entrevistas à TV alemã. Se resolver aparecer, como na homenagem ao Brasil em 1994 no mesmo evento, deve roubar a cena.
FONTE;FOLHA
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